Economia
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Durante anúncio da rodada de COV especial do arroz, em Porto Alegre, Pretto lembrou que o governo federal ofertou mais 110 mil toneladas para firmar contratos de apoio a produtores, totalizando investimentos de R$ 181 milhões no setor
Foto: Catiana de Medeiros/Conab
As cooperativas e os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que arremataram Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz, com vencimento em setembro, confirmaram o exercício e podem entregar 53,6 mil toneladas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na terça-feira, 30, encerrou-se o prazo para registro do exercício na Bolsa de Valores (B3). A ação corresponde à segunda rodada da operação lançada pela estatal para apoiar os produtores. Agora, os participantes terão de 1º a 15 de outubro para entregar o arroz nos armazéns credenciados pela Conab.
No Rio Grande do Sul, eles estão localizados em Barra do Ribeiro, Camaquã, Mata, Pelotas, Rosário do Sul, São Borja e Uruguaiana. Em Santa Catarina, em Forquilhinhas, Tubarão e Turvo.
O produto passará por fiscalização de qualidade antes do pagamento. No final de outubro terá um segundo período de exercício para os produtores exercerem o contrato nesta rodada.
“Isso é resultado de uma série de reuniões e do diálogo que fizemos com o setor arrozeiro, que estava preocupado com a queda nos preços. Conseguimos levantar o orçamento e, assim, garantimos ao produtor um melhor preço, porque para o governo federal também é importante viabilizar economicamente o cultivo de arroz”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.
Na segunda rodada de COV da safra 2024/25, realizada no fim de agosto, a Conab negociou 109,2 mil toneladas de arroz, das 110 mil ofertadas, com cooperativas e produtores gaúchos e catarinenses. Desse volume, 1.987 contratos têm vencimento em setembro, somando 53,6 mil toneladas –sendo 39,2 mil no RS (1.452 contratos) e 14,4 mil em SC (535 contratos). O preço de referência definido é de R$ 73,48 por saca de 50 quilos, o que representa um investimento total de R$ 78,7 milhões. Os contratos com vencimento em outubro, que correspondem às demais 55,5 mil toneladas, poderão ser exercidos até o dia 31 de outubro.
Para sinalizar preços mais atrativos ao produtor, a Conab lançou, ainda em 2024, a primeira rodada de COV para a safra 2024/25, que resultou na negociação de 91,7 mil toneladas de arroz e investimento de R$ 162,2 milhões. Em setembro deste ano, durante a Expointer, a Conab anunciou uma terceira rodada, desta vez voltada à safra 2025/26, com previsão de R$ 300 milhões em investimentos.
COV — O Contrato de Opção de Venda funciona como um seguro de preços para o produtor: garante o direito, mas não a obrigação, de vender o arroz ao governo por um valor previamente definido. Caso o mercado ofereça uma cotação superior, o produtor pode desistir do contrato com a Conab sem custos adicionais. O arroz adquirido reforçará os estoques públicos e poderá ser destinado ao abastecimento da população em momentos de crise ou emergência. A medida também ajuda a evitar oscilações bruscas no mercado e a manter preços justos ao consumidor.