Educação
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Comitiva conversa com assessores parlamentares e deputados com o objetivo de fortalecer a Uergs
Foto: Assessoria de Comunicação do Semapi
Em visita à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (Alers), na última segunda-feira, 13, comitiva de professores e estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (Uergs) apresentou a deputados estaduais um abaixo-assinado que reivindica a nomeação de 27 técnicos-administrativos, aprovados em seleção pública de 2024, e a autorização de concurso com 76 vagas para docentes na instituição.
A comunidade acadêmica solicita aos parlamentares que atuem pela recomposição do orçamento da Uergs, que possui cerca de quatro mil estudantes em 23 municípios gaúchos. O grupo fará mais reuniões na Alers nas próximas semanas, com o objetivo de envolver o parlamento estadual nas negociações com o governo.
Professores e estudantes demandam o cumprimento da Lei Estadual 13.968/2012, que prevê um mínimo de 600 professores no quadro da instituição. A defasagem impõe sobrecarga ao atual quadro de professores, demora na conclusão de cursos e evasão estudantil.
A precarização na Uergs também chega ao setor técnico-administrativo, que ainda aguarda andamento do processo, parado na Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), de acordo com o grupo, para nomear 27 candidatos aprovados no concurso de 2024.
Representaram as demandas da comunidade acadêmica na Alers o Sindicato dos Professores da Rede Privada do RS (Sinpro/RS), a Associação dos Docentes (Aduergs) e dos Servidores Técnicos e Apoio Administrativo (Assuergs), o Sindicato dos Empregados em Assessoramento, Perícias Informações, Pesquisas e Fundações do RS (Semapi), e líder estudantil do movimento Uergs precisa de nós.
A Universidade não tem previsão de concurso público para este ano, no entanto, as vagas de docência previstas em lei não estão totalmente preenchidas. As vacâncias se acumulam nos últimos 12 anos, afetando também graduandos e pós-graduandos, apontam professores.
A situação crítica da Uergs põe em risco seu funcionamento, define a docente da instituição, Vivane Camozzato, conselheira fiscal do Sinpro/RS.
“Queremos reafirmar, nesse processo, o quanto a Uergs é uma universidade de estado, com presença em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, e esperamos sensibilizar os parlamentares para que ajudem a encaminhar essas pautas urgentes junto ao governo. O que está em jogo é a continuidade das condições de funcionamento da universidade e sua atuação em prol do desenvolvimento regional do RS”.
Adoecimento de professores e atraso nos sonhos e formatura dos estudantes preocupam entidades sindicais e líderes estudantis. “O processo de autorização para o concurso de 76 vagas docentes foi negado e estamos buscando reconsideração. Este processo estava tramitando desde 2023 e teve parecer positivo da Procuradoria-Geral do Estado e do Grupo de Assessoramento do Governo, faltando apenas a aprovação do Governador”, diz Fabrício Soares, presidente da Aduergs.
No ano passado, a Universidade elaborou peça orçamentária em que estimou orçamento de cerca de R$ 191 milhões para atender às necessidades da instituição em 2026. O teto orçamentário para a Uergs, elaborado pelo governo estadual, definiu orçamento de cerca de R$ 141,5 milhões.
“O orçamento é muito pouco frente às nossas demandas. Realmente, precisamos desse reforço para que a gente siga atuando com a qualidade que a gente sabe que tem”, completa Viviane.
O teto inicial do governo estadual, no valor de R$ 139,5 milhões, recebeu suplementação a pedido da Superintendência de Planejamento (Suplan) da Uergs à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do governo estadual, com destino ao investimento na contratação de serviços de vigilância para as unidades universitárias.
Universidade pública estadual, a Uergs foi fundada em 2001 e oferta cursos de graduação (bacharelado e licenciatura) e de pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), nas áreas de Ciências Humanas; Ciências Exatas e Engenharias; e Ciências da Vida e do Meio Ambiente, além das atividades de extensão, com caráter educativo, cultural e científico.
Metade das vagas é reservada para pessoas economicamente hipossuficientes (incluindo as negras e indígenas, com base nos dados do IBGE para o estado gaúcho), e 10% são para pessoas com deficiência. A universidade conta com 23 unidades em 7 campi regionais.