Pejotização docente, segurança pública e Trump são destaques da Textual

A 38ª edição da Revista Textual, em circulação, pode ser acessada gratuitamente na íntegra no site do Sinpro/RS

A 38ª edição da Revista Textual traz como destaque temas como a pejotização docente, o uso populista das políticas de segurança e a marca do governo Trump nas relações internacionais. Além da versão física, à disposição nas sedes do Sindicato, a revista pode ser baixada na íntegra gratuitamente no site do Sinpro/RS.

Abrindo a editoria Contemporaneidade, o jurista e sociólogo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, professor da PUCRS e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisa a segurança pública em disputa. O autor utiliza sua vasta experiência em criminologia para defender que a superação do populismo penal e a adoção de políticas baseadas em evidências são fundamentais para o fortalecimento democrático.

Na mesma editoria, o professor titular de Relações Internacionais da Ufrgs Paulo Fagundes Visentini apresenta O terremoto Trump: uma ordem mundial sem disfarce. Com seu olhar especializado sobre o sistema internacional, Visentini discute a emergência de uma multipolaridade instável e o impacto do segundo mandato do líder norte-americano na ordem global.

Quatro artigos enfrentam as urgências da docência, na editoria Meio Educacional. A pesquisadora Márcia Blanco Cardoso, professora da Universidade Feevale, e o professor Rodrigo Perla Martins, diretor do Sinpro/RS, debatem a crise nas licenciaturas e o Programa Professor do Amanhã, oferecendo um diagnóstico sobre a escassez de docentes em áreas estratégicas. Na mesma editoria, a professora Rochele da Silva Santaiana, vice-reitora da Uergs, reflete sobre as escolas de tempo integral, problematizando as descontinuidades políticas que afetam o cotidiano escolar.

A precarização do trabalho é o foco da editoria Relações Docentes. O advogado trabalhista Henrique Stefanello Teixeira, assessor jurídico do Sinpro/RS, aborda a pejotização docente, argumentando que a natureza da educação brasileira torna essa prática uma impossibilidade jurídica.

Por fim, a professora e diretora do Sinpro/RS Cecília Farias, com sua longa trajetória no Conselho Estadual de Educação (Ceed) e no movimento sindical docente, discute a extensão do trabalho extraordinário, expondo a luta histórica para que o planejamento e as tarefas invisíveis da docência sejam devidamente remunerados.

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