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Os funcionários da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, paralisaram as atividades neste sábado, 26, em apoio à greve dos caminhoneiros. Os petroleiros também criticam a política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras. Os trabalhadores se concentraram em frente à Refinaria e impediram a entrada e saída de caminhões.
Foto: Comunicação/Sindipetros-RS
A diretora do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), Mirian Ribeiro Cabreira, disse que a paralisação tem um componente político. “O objetivo final é a privatização, por isso diminuiu a capacidade de refino. Hoje estamos refinando cerca de 30% de nossa capacidade”, afirmou. De acordo com a dirigente, as pautas dos caminhoneiros e dos petroleiros “são muito parecidas”. O movimento dos funcionários da Refap está em sintonia com a decisão das assembleias realizadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em todo o país, que aprovaram mobilizações até 13 de junho denunciando o desmonte da Petrobras (Nota de Esclarecimento à população sobre os preços abusivos de combustíveis).
Caminhões bloquearam o acesso à empresa e permitiram apenas saídas urgentes, como de combustíveis para viaturas da Segurança Pública e da Saúde. A Brigada Militar escoltou os caminhões que saíram da Refinaria. Na sexta-feira, 25, a única saída autorizada foi de seis carretas de querosene de aviação para manter a operação parcial do aeroporto Salgado Filho.
Um grupo de caminhoneiros se concentrou no canteiro central da avenida Getúlio Vargas, onde se localiza a entrada da Refinaria, em apoio à mobilização dos petroleiros. Motoristas que passavam pelo local também buzinavam a favor da movimentação.
No Rio Grande do Sul, a mobilização dos caminhoneiros se mantém principalmente nas regiões norte e noroeste e também na grande Porto Alegre. Na BR 472, em Santa Rosa, cerca de 150 caminhões se concentram em um posto de gasolina, mas não há bloqueio da rodovia.
Segundo o comando da Polícia Rodoviária Federal, há 148 pontos de concentração de caminhoneiros no Rio Grande do Sul neste sábado. Nas estradas estaduais, de acordo com a Brigada Militar, há 50 locais de concentração. Não há rodovias bloqueadas, segundo os informes.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) emitiu Nota Pública na noite de sexta-feira, 25, apoiando o “movimento legítimo e justo” pela redução dos preços do diesel e gasolina. “A CUT exige que o governo mude sua política de preços que tem provocado aumentos abusivos também no gás de cozinha”, diz a Nota.
Para a CUT, a política de preços implantada em julho do ano passado pela gestão de Pedro Parente, que acompanha as cotações internacionais do barril de petróleo e do dólar, além do impacto provocado na redução da produção de petróleo nas refinarias brasileiras, com o consequente aumento das importações, tem como único objetivo beneficiar os acionistas internacionais “que buscam o lucro fácil à custa do sacrifício do povo brasileiro”.
“O Brasil não precisa importar nada. O país extrai mais petróleo do que necessita e tem refinarias com capacidade para produzir todos os derivados consumidos no país – gás de cozinha, gasolina, diesel etc., -, mas essas unidades estão operando muito abaixo da capacidade nominal, obrigando o país a importar desnecessariamente grande parte dos combustíveis”, avança o texto assinado pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, e o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Paulo João Estausia.
REAÇÃO – No início da tarde deste sábado, o governo federal anunciou que irá multar em R$ 100 mil por hora as empresas que não colocarem suas frotas na rua. Além disso, haverá pedidos de prisão para empresários que mantiverem a greve. As ordens de prisão deverão ser cumpridas pela Polícia Federal.
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