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Movimento Velharada Rebelde será lançado nesta quinta-feira, 18
O desafio será combater o etarismo, disseminando a consciência de que a velhice digna é…

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre, será o palco de um duplo cenário nesta sexta-feira, 19. Ao mesmo tempo em que a capital gaúcha recebe a 24ª edição do programa Governo do Brasil na Rua para oferecer serviços públicos gratuitos à população, o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência no Rio Grande do Sul (SindisprevRS) realiza um ato de panfletagem e mobilização a partir das 9h da manhã.
A intenção dos sindicalistas é usar a presença de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, que concederá coletiva de imprensa agendada para as 10h45 e abertura institucional do evento às 11h — para pressionar e dar visibilidade às pautas urgentes da categoria. O sindicato vê a agenda interministerial como um momento oportuno para cobrar respostas efetivas sobre acordos e negociações que estão travadas com o governo federal.
Entre as reivindicações levadas à Praça da Alfândega estão a reestruturação das carreiras, a realização de concursos públicos, o combate às fraudes e a melhoria das condições de trabalho nas agências físicas, que a entidade aponta estarem sofrendo um processo de sucateamento há anos.
A mobilização desta sexta-feira reflete uma grave denúncia formalizada pelo SindisprevRS poucos dias antes, em 10 de junho de 2026. Na ocasião, o sindicato criticou publicamente a recente divulgação do INSS sobre a queda de cerca de 500 mil processos em análise. De acordo com a entidade, essa redução não representa eficiência real, mas sim uma “maquiagem” estrutural provocada pelo aumento de indeferimentos automáticos de benefícios por robôs e sistemas operacionais, sem que ocorra uma análise humana detalhada.
Segundo o SindisprevRS, segurados têm relatado nas redes sociais do próprio instituto que suas solicitações estão sendo negadas de forma sumária. O sindicato aponta que a rapidez em encerrar os processos tenta demonstrar produtividade, mas transfere o prejuízo para os cidadãos. A situação é agravada pelo artigo 576-A da Instrução Normativa PRES/INSS nº 128, que estipula um prazo de 30 dias para que o cidadão possa reapresentar um requerimento após a negativa. “Estamos falando de um mês inteiro em que o trabalhador fica sem os recursos necessários para a sua sobrevivência básica. Reduzir a fila rejeitando direitos não é eficiência, é crueldade”, manifestou a direção do sindicato.
A falta de novos servidores federais e as constantes instabilidades nos sistemas operacionais da Previdência Social seriam os verdadeiros motivos por trás da adoção desse modelo de gestão focado em metas numéricas, que prioriza a quantidade de encerramentos em detrimento da qualidade do atendimento. Com o ato na capital gaúcha, os servidores esperam forçar o governo federal a abrir diálogo para investimentos reais na estrutura do órgão e na valorização da carreira previdenciária.
Apesar dos protestos e da panfletagem do SindisprevRS na praça, o programa “Governo do Brasil na Rua” manterá os atendimentos ao público das 9h às 18h. Ironicamente, as perícias do próprio INSS estão listadas entre os serviços mais procurados da edição, ao lado de iniciativas como o Novo Desenrola para renegociação de dívidas, programas sociais como o Pé de Meia e Reforma Casa Brasil, além de ações de saúde e a microchipagem gratuita de animais pelo SinPatinhas.