Justiça
Nova decisão da Justiça amplia possibilidade de revisão do valor da aposentadoria do professor
Entendimento da Turma Nacional de Uniformização expande segurança jurídica sobre contribuições relacionadas ao tempo fora…

Agentes da PF cumprem mandados de busca e de prisão em quatro estados e no DF contra influenciadores
Foto: Polícia Federal/ Divulgação
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 17, a 14ª fase da Operação Lesa Pátria, para identificar pessoas que participaram do vandalismo em 8 de janeiro, no Distrito Federal, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
São cumpridos desde o início da manhã dez mandados de prisão preventiva, sendo dois no Distrito Federal, dois em Goiás, um na Paraíba, dois no Paraná e três em Santa Catarina.
Outros 16 mandados de busca e apreensão estão em andamento na Bahia, em Goiás, na Paraíba, no Paraná, em Santa Catarina e no Distrito Federal.
“Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo”, informou a PF em nota.
A operação visa influenciadores digitais que usaram as redes sociais para incitar os atos de vandalismo. Oito pessoas foram presas. Entre os alvos estão o pastor Dirlei Paz, que nas redes sociais se identifica como “servo do Senhor” e “patriota”. Ele aparece em uma fotografia pedindo “intervenção federal”. Ainda são procurados a cantora gospel Fernanda Ôliver e outros influenciadores digitais como Isac Ferreira.

Oito pessoas foam presas até o final da manhã
Foto: Polícia Federal/ Divulgação
Os alvos da operação são influenciadores suspeitos de terem fomentado o que a corporação se refere como “Festa da Selma”, codinome utilizado para se referir às invasões.
Diálogos obtidos pela PF com autorização da Advocacia-Geral da União (AGU) e do STF forneceram pistas sobre como os investigados agiram e se organizaram antes de começar o quabra-quebra e os acampamentos nos quartéis.

“A Festa não é no QG”, diz mensagem interceptada pela PF
Foto: Polícia Federal/ Divulgação
“O termo Festa da Selma foi utilizado para convidar e organizar transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos.
Os organizadores da invasão fizeram recomendações expressas para que idosos e crianças não fossem levados nos atos e para que a militância bolsonarista se preparasse para enfrentar a polícia. Os termos mais usados para insuflar a depredação foram “guerra”, “ocupação do Congresso” e “derrubar o governo constituído.”
Uma mensagem que circulou em um grupo de bolsonaristas dá detalhes sobre a organização dos atos golpistas:
“ATENÇÃO. Nos QGs de Brasília é apenas para hospedagem e concentração dos convidados que estão chegando. Lá que vai ser combinado: o horário e a data para a festa da Selma. Lembram da Selma né? A Festa não é no QG”.
De acordo com a PF, as investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.