Uergs: Ato pedirá concursos para professor e técnico, recomposição salarial e investimentos

A Frente Unificada em Defesa da Uergs, composta por entidades sindicais e estudantes, organiza a manifestação para esta quarta-feira, 3 de junho, às 15h, em frente à Secretaria da Fazenda, em Porto Alegre

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Foto: Igor Sperotto

“Mais valor para a Uergs” é o lema da manifestação marcada para as 15 horas desta quarta-feira, 3 de junho, em frente à Secretaria da Fazenda, no bairro Centro Histório, em Porto Alegre. Docentes, entidades sindicais e estudantes que integram a Frente Unificada em Defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul pretendem entregar uma carta à secretária da Fazenda, Pricilla Santana, com pautas elaboradas para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027 de professores e técnicos-administrativos da Uergs e demandas da comunidade acadêmica.

A carta de reivindicações formaliza a solicitação de abertura de uma mesa de negociação com o governo estadual para contornar as perdas de poder aquisitivo e recompor os salários de professores e técnicos administrativos, considerando a inflação dos últimos meses. Solicita ainda a realização de concursos públicos e nomeação de professores e técnicos já aprovados em concursos realizados, e mais investimentos no orçamento da universidade.

A manifestação terá como destino a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (ALRS) onde ocorrerá solenidade em homenagem aos 25 anos da Uergs, na noite de quarta. A lei que criou a instituição completa 25 anos em 10 de julho de 2026.

A mobilização pelas negociações com o governo estadual deve se intensificar no mês de junho, mês da data-base dos docentes da universidade. Em março, os professores aprovaram em Assembleia a pauta de reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027.

A Frente Unificada em Defesa da Uergs é composta pelo Sindicato dos Professores da Rede Privada do RS (Sinpro/RS), a Associação dos Docentes (Aduergs) e dos Servidores Técnicos e Apoio Administrativo (Assuergs), o Sindicato dos Empregados em Assessoramento, Perícias Informações, Pesquisas e Fundações do RS (Semapi) e estudantes do movimento Uergs precisa de nós. A Frente foi idealizada com o objetivo de denunciar a situação financeira e estrutural da Uergs, que atende a 4.737 alunos em cursos de graduação e pós-graduação, e envolver o parlamento gaúcho nas negociações com o Executivo para solucionar problemas que comprometam o funcionamento de suas 23 unidades distribuídas em sete campi regionais.

Mais valor para a Uergs

É o lema da campanha que a Frente Unificada colocou em faixas nos campi da instituição para cobrar mais investimentos do governo Eduardo Leite (PSD) e denunciar o sucateamento da universidade, na última semana de maio de 2026.

A Uergs opera com teto orçamentário de R$ 141,5 milhões, elaborado pelo governo do Rio Grande do Sul. Uma peça orçamentária elaborada pela universidade apontou, no entanto, a importância de cerca de R$ 191 milhões para seu funcionamento em 2026. A defasagem no atual quadro de professores e técnicos da instituição vem provocando demora na conclusão de cursos e evasão estudantil, além de sobrecarga dos profissionais. O tema mobiliza também os estudantes, que criaram o movimento Uergs precisa de nós.

25 anos de Uergs

O ato ocorrerá no dia em que a ALRS prepara solenidade de entrega da Medalha da 56ª Legislatura à Uergs, pelos seus 25 anos como referência na promoção do desenvolvimento regional gaúcho e interiorização do ensino. A homenagem ocorre no Palácio Farroupilha, no Salão Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, a partir das 18 horas desta quarta, 3, com participação aberta à comunidade universitária.

A universidade também é reconhecida pelo emprego de ações afirmativas, reservando metade das vagas para pessoas economicamente hipossuficientes (incluindo negras e indígenas) e 10% das vagas para pessoas com deficiência.

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